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15/11/2015 | 21:51 | Educação | Três de Maio

Professores, alunos e pais se mobilizam para evitar desativação de escola

A Escola São Francisco tem 270 alunos matriculados e o Ciep 122

Foto: Alexandre de Souza


Os alunos, pais e professores da Escola Estadual de Ensino Fundamental São Francisco de Três de Maio estão mobilizados para tentar evitar a desativação do estabelecimento de ensino. A escola tem 36 anos de serviços prestados à comunidade do bairro São Francisco, tendo formado várias pessoas bem sucedidas e de destaque na sociedade. No sábado, 14, a comunidade escolar do educandário demonstrou que está unida em torno desse objetivo ao levar um grande número de pessoas a Rádio Colonial.


A Secretaria Estadual da Educação deve anunciar até o fim do ano a unifcação das São Francisco e da Escola Estadual de Ensino Fundamental Glória Veronese (CIEP). Recentemente, as escolas receberam uma visita técnica da direção da 17ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE). Fez parte da comitiva, o coordenador adjunto Gelson Luís Filipin, que concedeu entrevista a Rádio Colonial na quinta-feira, 12 de novembro. Filipin disse que a secretaria está analisando a situação dos dois educandários, cujo número de alunos matriculados está bem abaixo da capacidade. A tendência, na opinião de Filipin, é que seja aproveitada a atual estrutura da Glória Veronese e a São Francisco, desativada a partir de 2016. Mas a decisão oficial do governo estadual de qual estabelecimento será desativado, só vai ser anunciada no fim deste ano.


Mas a notícia não foi bem recebida pela comunidade escolar da São Francisco. Um abaixo-assinado está sendo realizado para manter o funcionamento da escola. A diretora Nilce Perin argumenta que a São Francisco tem hoje bem mais alunos do que o CIEP e lembra que o educandário já chegou a ter 700 alunos:


“Nossa estrutura comporta os alunos do CIEP. Não vamos permitir que a escola que veio antes seja desativada. Temos uma história de quase quatro décadas a ser preservada”, afirma.


Nilce reclama ainda que no passado a comunidade do bairro já foi enganada pelos políticos que prometeram a instalação do Ensino Médio no estabelecimento em troca da cedência de terreno para a construção da Glória Veronese e isso nunca aconteceu:


“Agora, eles vem de novo fazer “terrorismo” com a nossa escola. Esse tipo de informação causa um desgaste muito grande em todos nós”, se queixa a diretora.


Outra preocupação é com o NEEJA. Atualmente, a São Francisco é a única escola com Educação de Jovens e Adultos e teme que o fechamento da escola deixe os alunos sem atendimento. 


Josias Correia, ex-aluno e pai de aluno, garante que ele e os demais pais farão de tudo para manter a escola:


“Estamos unidos e amos lutar até as últimas consequências pela manutenção da escola", afirma. 


Uma mãe chegou a dizer que se a escola fechar, os alunos irão se sentar na escadaria do prédio e vão ficar lá estudando em protesto pela decisão.


Nesta segunda-feira (16), a direção da Escola São Francisco vai se manifestar durante a sessão da câmara de vereadores sobre a ameaça de fechamento do educandário.

Fonte: Rádio Colonial AM

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