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20/02/2018 | 05:14 | Educação

Docente da SETREM é coautora de livro sobre Autismo

A coordenadora do curso de Psicologia, Dra. Regina Basso Zanon escreveu diretrizes para profissionais planejarem sessões lúdicas para crianças com autismo

Setrem/divulgação


Cerca de 1% da população mundial – ou uma em cada 68 crianças – apresenta algum Transtorno do Espectro Autista (TEA), de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU). Até há alguns anos, a estimativa era de um caso para cada 500 crianças. O preconceito e a falta de tratamento adequado fizeram o Brasil despertar para o tema.


“Nos últimos anos tivemos, no Brasil, um movimento bem importante quanto a avaliação precoce do autismo. O Governo Federal até lançou uma cartilha com algumas diretrizes, porém ainda há uma restrição muito grande de instrumentos para avaliação das crianças”, explica a coordenadora do curso de Psicologia da SETREM, Dra. Regina Basso Zanon. Para auxiliar os profissionais neste trabalho, as autoras Cleonice Alves Bosa e Maria Cristina Teixeira organizaram o livro “Autismo: Avaliação psicológica e neuropsicológica”, lançado recentemente pela editora Hogrefe.


Nele, a docente da SETREM teve um capítulo publicado, intitulado “Avaliação sociocomunicativa nos casos de suspeita de autismo: diretrizes para a hora lúdica diagnóstica”. O capítulo foi pensando para instrumentalizar os profissionais sobre como planejar uma sessão de diagnóstico de crianças com autismo. “Quando a gente fala em avaliação psicológica e neuropsicológica, a gente tem que pensar que, nessa avaliação, o profissional precisa criar diferentes situações para observar a resposta da criança nessas condições. Então é um capítulo bem prático, desde como preparar a estrutura da sala, quais objetos colocar, quais brinquedos utilizar, como organizá-los e de que forma apresentá-los; e como observar todo o comportamento da criança”, explica Regina.


Segundo a Associação Brasileira de Autismo, em sua cartilha sobre o tema, o Transtorno do Espectro Autista caracteriza-se por alterações presentes desde idades muito precoces, tipicamente antes dos três anos de idade, e que se define sempre por desvios qualitativos na comunicação, na interação social e no uso da imaginação. Conforme Regina, o livro foi todo construído pensando em instrumentalizar os clínicos para uma avaliação precoce, pois quanto mais cedo a criança é encaminhada para uma avaliação especializada e é identificada com autismo, melhor será o seu desenvolvimento posterior.


Serceps cria núcleo para avaliar crianças com autismo


Em 2017, o Serviço-Escola de Psicologia da SETREM (Serceps) criou um núcleo de atenção a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Durante o ano foram realizadas oito avaliações de crianças vindas de Três de Maio e outras cidades da região, encaminhadas pelas Secretarias Municipais de Saúde. “Com esse núcleo abrimos a possibilidade de atuação na avaliação psicológica do autismo, um processo muito rico em aprendizagem. Com a ajuda de seis estagiárias da Serceps, acadêmicas de Psicologia da SETREM, realizamos as avaliações com base nos modelos apresentados no livro”, comenta Regina.


A docente da SETREM completa que essa oportunidade foi muito importante para as acadêmicas, pelo contato com as crianças e também com as famílias, do início ao fim do processo. “A gente sabe que quando um membro da família é diagnosticado com uma deficiência, sempre surgem dificuldades. Os profissionais precisam ser sensíveis nesse momento, acompanhar a família, pois a saúde mental dos cuidadores também é muito importante para o cuidado da criança. Isso também é abordado no livro”.

Fonte: Assessoria de Comunicação SETREM

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