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16/04/2018 | 05:55 | Geral

Com novo edital, Porto Xavier já tem empresas interessadas em anteprojeto de ponte com a Argentina

Prefeitura precisa ter o estudo pronto e aprovado pelo Dnit ainda neste ano para não perder R$ 81 milhões destinados pela bancada federal gaúcha

Ideia da ponte é contar a história jesuítica-guarani através da arquitetura e de monumentos Oito Arquitetura e Sustentabilidade (Divulgação)


Em busca de empresas interessadas em elaborar o anteprojeto para a construção de uma nova ponte internacional, a prefeitura de Porto Xavier relançou o edital. Na primeira tentativa, no começo de março, houve apenas uma candidata, mas que não estava habilitada, conforme a administração.


O novo edital traz algumas mudanças técnicas, mas, segundo a prefeitura, o principal diferencial está na publicidade que está sendo dada na segunda tentativa. 


— Já temos grupos cadastrados e aparentemente habilitados — afirmou o secretário municipal de Desenvolvimento, Turismo e Mercosul, Ovídio Kaiser, sem dar detalhes.


Empresas interessadas em participar da licitação têm até o próximo dia 23 para se cadastrar junto à prefeitura. A decisão da disputa deve ser conhecida no dia 27. Ganhará o processo aquela que ofertar o menor valor pelo serviço — a prefeitura aprovou verba de R$ 402 mil para investir no edital.


A empresa vencedora terá quatro meses para executar o anteprojeto, que vai detalhar desde a localização da ponte e suas dimensões até os acessos à estrutura, tanto pelo lado brasileiro quanto pelo argentino, bem como a estimativa de custos da obra. A expectativa da prefeitura, entretanto, é de que o estudo esteja pronto ainda no primeiro semestre.


As autoridades regionais correm contra o tempo para não perder os R$ 81 milhões destinados pela bancada federal gaúcha através de emendas impostivas. Como a verba faz parte do orçamento da União de 2018, a nova ponte precisa ter o anteprojeto concluído e aprovado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), além de ter a licitação da obra concluída. Com isso, garantirá que o governo federal empenhe a verba da bancada.


O modelo a ser adotado deverá ser o Regime Diferenciado de Contratação (RDC), por ser o modo mais ágil, uma vez que o projeto final é realizado de forma simultânea à execução da obra.


— O recurso pode entrar somente no que vem, quando a construção começar. Só precisamos empenhar o valor para que ele não seja remanejado para outra obra — afirma o deputado federal Darcísio Perondi (PMDB), um dos principais defensores da ponte junto à União.


Conforme o parlamentar, o presidente Michel Temer, ao tomar conhecimento da ideia da ponte — que deverá contar a história jesuítica-guarani por meio da arquitetura e de monumentos —, ficou "encantando" e deverá levar um documento pedindo pela aprovação do presidente argentino, Mauricio Macri, durante a 8ª Cúpula das Américas no Peru. O encontro entre os dois deve ocorrer nesta sexta-feira (13) ou no sábado (14).

Fonte: Gaúcha ZH

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