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19/07/2018 | 23:08 | Esporte

Inter sai na frente, leva virada, mas busca empate com o Atlético-PR

Potkker e Wellington Silva marcaram os gols da equipe de Odair Helmann

Pottker abriu o placar (Ricardo Duarte / Internacional/Divulgação)


Em um jogo de altos e baixos, o Inter saiu na frente, levou a virada, mas buscou o empate com o Atlético-PR fora de casa, em 2 a 2. Os gols foram de William Pottker e Wellington Silva, dois jogadores que não marcavam havia muito tempo. O resultado deixa o time em quinto colocado no Brasileirão, após 13 rodadas, com os mesmos 23 pontos de Atlético-MG e Grêmio, terceiro e quarto, respectivamente. 


Odair mandou a campo o time que havia treinado. Na defesa, Fabiano foi o lateral-direito, Danilo Silva substituiu o lesionado Moledo. No meio, Zeca foi para o lugar de Patrick, e o trio ofensivo começou com Nico López na direita, Pottker no meio e Lucca na esquerda, com a promessa de mobilidade e velocidade.


Mas os minutos iniciais foram do Atlético-PR. Aos três, uma falta alçada para a área foi desviada por Paulo André e Bergson completou para o gol, mas o lance havia sido anulado, corretamente, por impedimento do zagueiro atleticano. Pouco depois, em ataque pela esquerda, Nikão foi à linha de fundo e chutou forte, cruzado. Pablo arrematou de cabeça, sobre o gol de Danilo Fernandes. O goleiro precisou trabalhar aos nove, quando Iago perdeu para Bergson, que ajeitou para trás e o camisa 1 salvou pouco antes de Pablo chegar de carrinho.


O Inter estava nervoso, e a prova foi aos 10 minutos. Nico López cometeu falta no lateral-esquerdo Renan Lodi e chutou a bola em cima do jogador, deitado no chão. A atitude lhe custou um cartão amarelo.


Só que no melhor momento do Atlético-PR, o Inter fez o gol. A jogada começou do lado direito com Fabiano conduzindo e entregando a Nico López. O uruguaio cavou um pouco de espaço e arriscou. A bola desviou em Paulo André e amorteceu. Pottker dividiu com Santos e levou a melhor, apenas empurrando para o gol. No lance, a bola bateu no braço do atacante colorado, que estava a poucos centímetros do goleiro. Na contagem de Marcos Bertoncello, titular da central de esportes da Rádio Gaúcha, foi o fim de uma seca que durava 1041 minutos


O gol abalou o Atlético-PR. Pressionado pela zona de rebaixamento, começou a ouvir as primeiras vaias da arquibancada. E a ansiedade foi traduzida na precipitação dos ataques. Os jogadores mal chegavam à intermediária e arriscavam chutes lotéricos. Raphael Veiga, Nikão e Bergson tentaram surpreender o goleiro colorado, mas todas as conclusões foram longe da trave. Só aos 36 Danilo Fernandes precisou trabalhar. Em uma falta, Bergson encheu o pé, e o camisa 1 espalmou.


O problema para o Inter é que não conseguia encaixar contra-ataques. Pottker até deu uma de suas arrancadas loucas pelo lado direito, mas faltou tranquilidade para escolher melhor o destino da bola. E sem contra-ataque, a pressão do Atlético-PR deu resultado aos 43. Raphael Veiga conduziu sem ser assediado e bateu forte, da entrada da área, a bola roçou no pé da trave e entrou: 1 a 1.


Os times voltaram para o segundo tempo sem alteração. E o jogo também não mudou de panorama nos primeiros minutos. O Atlético-PR mantinha a iniciativa de ataque, mas esbarrava na ansiedade dos jogadores, que tinha como consequência a má pontaria. Todas as conclusões eram de longe, que não causavam muitos problemas para Danilo Fernandes.


A primeira defesa mais difícil do goleiro colorado foi em tentativa de Raphael Veiga, de fora da área. Depois, em um dos tantos cruzamentos, Pablo aproveitou desatenção de Iago e antecipou, mas ao lado da trave. Ainda que desorganizada, existia uma pressão dos donos da casa sem reação do Inter.


Estava desenhada a virada. E ela veio aos 14 minutos. Após cobrança de escanteio da direita, Paulo André subiu mais do que Danilo Silva e não deu chances para Danilo Fernandes. 


Imediatamente após o gol, Odair mexeu no time. Fabiano deu lugar a Rossi. Zeca voltou à lateral e o time passou a um 4-2-3-1, com o ataque tendo Rossi na direita, Nico centralizado, Lucca na esquerda e Pottker como centroavante. 


Com os jogadores em suas devidas funções, o Inter melhorou. Aos 21, uma trama envolvendo Rodrigo Dourado e Nico terminou em um chute forte, cruzado, de Pottker, que Santos voou e espalmou. 


Odair promoveu sua segunda troca: saiu Lucca, entrou Wellington Silva. O ex-atacante do Fluminense deu mais qualidade ao ataque do Inter pelo lado esquerdo. E empatou novamente o jogo em sua primeira conclusão, aos 32. A jogada começou com Nico López, conduzindo pelo meio. Ele passou por dois jogadores e entregou para Rossi, que foi à linha de fundo e cruzou. A bola passou por todo mundo e encontrou Wellington Silva, livre, para bater de chapa e vencer Santos, 2 a 2. Na comemoração, Lucca, que já havia sido substituído, levou cartão amarelo. Foi seu terceiro. Estará fora contra o Ceará, na próxima segunda-feira.

Fonte: Gaúcha ZH

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