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10/06/2019 | 15:30 | Geral | Três de Maio

Delegada Caroline pede que pessoas não tenham medo de denunciar

Alexandre de Souza


Assistir a palestra da delegada Caroline Bamberg Machado na sessão de julgamento da morte de Bernardo Uglione Boldrini foi como rever um filme do passo a passo da investigação que levou os quatro réus à prisão.


A palestra com a delegada, que junto com a colega Cristiane de Moura Baucks, coordenou a investigação do caso Bernardo Boldrini, foi promovida pelo curso de Direito da Setrem e fez parte da 2ª Semana Acadêmica.


Atualmente Caroline é delegada na Delegacia Regional em Cruz Alta. Em sua palestra, ela vai abordar a experiência da Polícia Civil na investigação do Caso Bernardo. 


Caroline contou das primeiras suspeitas, de que a polícia trabalhava com três hipóteses: sequestro, que Bernardo tivesse fugido por vontade própria ou homicídio. Revelou que a partir de depoimentos, especialmente de professores e funcionários da escola de Bernardo, percebeu que o menino poderia ter sido vítima da própria família.


Também disse que a madrasta de Bernardo, Graciele, só falou da amiga Edelvânia quando a polícia informou que iria a Frederico Westphalen procurar imagens para saber que roupa Bernardo usava quando desapareceu. A história da madrasta era de que tinha ido a Frederico com Bernardo comprar uma TV. A polícia procurou imagens na loja. Ao investigar Edelvânia, descobriu contradições e a mulher acabou confessando e revelando o local onde estava o corpo.


Caroline contou dos sinais de frieza por parte do pai Leandro Boldrini que chamaram a atenção durante o trabalho. Caroline contou que Leandro Boldrini, ao saber do encontro do corpo, apenas falou que "queria provas de que estava metido nisso". 


A partir de testemunhos, a polícia montou o quebra-cabeças da vida de Bernardo e descobriu que o menino era negligenciado. Também foi descoberto que Graciele já falara a outras pessoas sobre a ideia de se "livrar" de Bernardo.


A delegada disse que o caso Bernardo deixou uma grande e triste lição para toda a sociedade de que não podemos nos omitir diante de sinais de que uma criança, um idoso ou uma mulher estejam sendo vítimas de alguma forma de violência. Caroline reconheceu que as pessoas, geralmente, não querem fazer denúncias por medo de se envolverem. Hoje em dia, no entanto, a policial lembrou que é possível fazer denúncias por telefone e se manter no anonimato. 


- Eu mesmo encontro dificuldades para conseguir testemunhas. Mas hoje em dia é possível fazer denúncias anônimas pelo 190 da Brigada Militar, pelo 197 da Polícia Civil ou o 181. Temos que olhar mais para os nossos próximos e agir, pois, podemos estar salvando uma vida. 

Fonte: Rádio Colonial

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