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10/09/2019 | 19:44 | Cultura | Três de Maio

Chama Crioula chega ao CTG Tropeiros do Buricá

O simbolo do tradicionalismo gaúcho está em Três de Maio

Paulo Marques Notícias


A Chama Crioula chegou ao CTG Tropeiros do Buricá em Três de Maio na tarde desta terça-feira (10). O grupo de cavaleiros, que conduziu a centelha, partiu de Três Passos no domingo (8) com paradas em Nova Candelária e na localidade de Caúna. A chama, que percorreu a casco as estradas de asfalto e de chão, fica acesa na Pira Paulo Silva até o encerramento da programação alusiva a Semana Farroupilha.


O Patrão da entidade tradicionalista Gilmar Fischer e o coordenador da cavalgada Elemar Lenz agradeceram a equipe de apoio e a todos que colaboraram para manter viva a tradição de conduzir a chama à cavalo.


O gesto de carregar a chama a cavalo remonta ao gesto do folclorista Paixão Cortês, que fez o mesmo pela primeira vez em 1947 no Parque Farroupilha em Porto Alegre. Cortês, que faleceu no ano passado, é o homenageado nos Festejos Farroupilhas deste ano.


A chama foi gerada no dia 17 de agosto na cidade de Tenente Portela. Durante a abertura dos festejos farroupilhas, foi feita uma apresentação em homenagem à Coluna Prestes e celebrando as influências dos povos indígenas na formação do Rio Grande do Sul.


No dia 13 de setembro a chama será distribuída para escolas e entidades. O ponto máximo da Semana Farroupilha será no dia 20 com a realização do Desfile Farroupilha. A saída está marcada para às 9h na Rótula Willy Becker. Após, será celebrada Missa Crioula no CTG e churrasco assado na vala à moda antiga. 


A origem da Chama Cioula


No ano de 1947 foi criado em Porto Alegre, no Colégio Júlio de Castilhos, um Departamento de Tradições Gaúchas, com o objetivo de resgatar, preservar e proporcionar a revitalização das coisas tradicionais do Rio Grande do Sul, através da história gaúcha. 


Naquele momento, um grupo de jovens do colégio manifestou o desejo de fazer, a cavalo, o acompanhamento dos restos mortais do General Farroupilha, David Canabarro, que era transladado ao Panteão Rio-grandense no cemitério da Santa Casa de Misericórdia. O ato ocorreu em 5 de setembro, com oito jovens a cavalo. 


Dois dias depois, três daqueles jovens (Paixão Cortes, Cyro Ferreira e Fernando Vieira) também a cavalo retiraram uma centelha do Fogo Simbólico da Pátria, a meia noite do dia 7, acendendo o candeeiro crioulo que foi guardado no Colégio Julio de Castilhos, dando origem à Chama Crioula, que simboliza o apego do gaúcho à sua terra, o seu nativismo, seu telurismo. 


A Chama Crioula traz em si o reconhecimento pela história e pela trajetória social do gaúcho. Desde então, o acendimento e distribuição da chama crioula se repete anualmente.o

Fonte: Rádio Colonial

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