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05/01/2020 | 09:52 | Política

Em live, Bolsonaro se defende das críticas por não ter vetado juiz de garantias

Em transmissão via Facebook, presidente também se queixou de "perseguição" contra seus filhos

Bolsonaro, vestindo camiseta de futebol, explicou sua posição em relação ao Fundo Eleitoral


O presidente Jair Bolsonaro fez uma live no Facebook, neste sábado (4), e falou sobre temas como fundo eleitoral, o caso Marielle e sobre as investigações envolvendo seu filho Flávio. Na transmissão, o presidente também se defendeu das críticas por não ter vetado o juiz de garantias e afirmou que o instrumento não representa um ataque à Lava-Jato.


A figura do juiz de garantia está prevista no pacote anticrime, aprovado pelo Congresso e sancionado por Bolsonaro na semana passada. Pela nova lei, o magistrado responsável pela condução do processo (juiz de garantias) não vai proferir a sentença do caso.


— O juiz de garantias, apesar das críticas que recebeu, não é nenhum ataque à Lava-Jato. Vai demorar anos para ser colocado em prática. (O instrumento) Já existe no Brasil, que são as centrais de inquérito. A própria Lava-Jato não teve só o (Sergio) Moro que trabalhou. (...) Foram vários outros juízes do lado dele — disse.


O presidente também falou sobre o Fundo Eleitoral, outro tema que gerou críticas nas redes sociais. Segundo Bolsonaro, se o parlamento tivesse aprovado um fundo de R$ 3,8 bilhões no orçamento de 2020, ele teria como vetar, pois feriria o interesse público.


Em dezembro, o Congresso aprovou o orçamento com a previsão de R$ 2 bilhões para o Fundo Eleitoral. O texto seguiu para análise do presidente da República, a quem cabe sancioná-lo ou vetá-lo. 


— Eu te pergunto: posso vetar o orçamento da Educação? Não posso, porque está na lei, a mesma coisa da Saúde e a mesma coisa do Fundão, é (uma) lei de 2017. Se eu vetar, incorre em crime de responsabilidade. Estou atentando contra a lei, corro o risco de impeachment. E qualquer um do povo pode entrar com o pedido de impeachment — explicou o presidente.


O presidente Jair Bolsonaro afirmou ter desconfianças sobre quem matou a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) e seu motorista, Anderson Gomes, mas não apresentou nenhum nome ou indício a respeito:


— Tenho minhas suspeitas de quem matou Marielle, suspeitas apenas, né?


A fala se deu num momento em que o presidente reclamava de suposta perseguição promovida pelo governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), e da Polícia Civil do Estado contra ele e seus familiares em investigações.


Bolsonaro disse também que há perseguições em curso contra os filhos. Ele se referiu à operação comandada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para apurar suposto envolvimento do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) em um esquema em seu antigo gabinete na Assembleia do Estado.  Sem dar qualquer detalhe a respeito e sem apresentar provas, ele disse ainda que teriam tentado forjar um flagrante de seu filho Carlos, vereador no Rio:


— Armaram há pouco tempo uma busca e apreensão na casa do meu filho Carlos, já com provas forjadas para jogar para cima dele, com dinheiro lá dentro, com armas, com drogas. Quem está fazendo esse tipo de serviço é o mesmo (do) caso Marielle.

Fonte: Gaúcha ZH

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