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26/05/2020 | 06:17 | Polícia

''Ela não esboçava nenhum tipo de emoção'', diz promotora sobre mulher que confessou ter matado o filho

Segundo o MP, não existia nenhum indício de violência, maus tratos ou negligência no núcleo familiar de Rafael Mateus Winques, de 11 anos

Arquivo pessoal


O Ministério Público (MP) se manifestou favoravelmente pela prisão temporária da mulher que confessou ter matado o filho, Rafael Mateus Winques, 11 anos, em Planalto, no norte do Estado. O pedido foi acatado pela Justiça no fim da noite desta segunda-feira (25). Em entrevista ao Estúdio Gaúcha, a promotora Michele Taís Dumke Kufner, que atuou no caso, disse que conversou com a mãe do menino na quinta-feira (21), quando a situação ainda era tratada como desaparecimento. Segundo a promotora, a falta de emoção da mulher ao falar sobre o suposto sumiço do filho chamou atenção na ocasião: 


— O que chamava muito a atenção era a forma fria com que ela tratava do caso. Ela fazia uma narrativa cronológica muito sequenciada do que havia acontecido naquele dia (do desaparecimento), que supostamente teria acontecido naquele dia. Ela não expressava e não esboçava nenhum tipo de emoção. Não chorava, não se desesperava. Isso nos chamou muito a atenção. 


Michele afirmou que tanto no âmbito do Conselho Tutelar quanto no do MP não existiam procedimentos instaurados sobre eventual situação de risco no ambiente familiar no qual Rafael vivia:


— As informações que nós temos acerca do relacionamento entre a mãe e os filhos é das melhores possíveis. Todas as informações que nos chegaram até esse momento dão conta de que era uma mãe atenciosa e que tratava bem os filhos. Não existia nenhum indício de violência, maus tratos ou negligência no núcleo familiar.  


Segundo a promotora, o pai do menino, que mora em Bento Gonçalves, na Serra, relatou ter sido informado sobre o desaparecimento do filho via Conselho Tutelar. O homem está no município desde que foi informado sobre o caso. 


— Os pais são separadas já há algum tempo. Eles não tinham uma relação muito próxima. Então, o pai falava com o filho. Via ele algumas vezes, quando vinha pra cá. As visitas presenciais, mas falava constantemente pelo telefone e WhatsApp. Enfim, eles tinham uma relação próxima, mas não se viam com tanta frequência, até porque o pai morava em outra cidade — conta.


A promotora disse que o celular da criança está no núcleo de inteligência do MP e que a perícia no aparelho deve ser concluída nos próximos dias. Ela afirma que o resultado dessa análise vai ajudar a elucidar o caso.

Fonte: Gaúcha ZH

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